domingo, 25 de fevereiro de 201825/2/2018
+55 83 9 86812319
Muito nublado
22º
23º
30º
Patos - PB
Erro ao processar!
Banner abaixo dos vídeos
Espaço Arretado
Espaço Arretado

Este Blog tem por intuito demonstrar o empoderamento da mulher arretada em todas as searas da vida...

MULHER
Aprendendo amenizar a dor
Enquanto estudante morei em muitas casas de amigos dos meus pais, lá na cidade.
Rita Bizerra Patos - PB
Postada em 12/02/2018 ás 20h17 - atualizada em 13/02/2018 ás 21h31
2.709 acessos
Aprendendo amenizar a dor

DOR

Há dores maiores, dores menores, porém, não há quem esteja vivo e possa dizer que não conhece a DOR, afinal, nascemos chorando porque dói nascer ou, caso não choramos ao nascer o médico dá aquela tradicional tapinha na bunda para chorarmos e sentirmos que a vida chegou.


Portanto, amenizar as dores é a melhor forma de avançar o caminho, de seguir na direção do castelo que determinamos construir nas nossas vidas.


Quantas vezes já pensei que não conseguiria superar, que seria impossível, mas, removi e outras vezes desviei a pedra. Tudo passa.


 


Existem os mais variados tipos de dores. Quando eu tinha 6 meses de idade fui acometida pela poliomielite, e doeu. Eu chorava e minha mãe não entendia o PORQUÊ. Fiquei paraplégica até os 7 anos e doeu, as crianças de casa e da vizinhança corriam e eu não ficava de pé. Aos 9 anos mudei para estudar na cidade, já caminhando, mais sentir a maneira que os outros me olhavam e doeu. Aos 14, meu primeiro namoradinho falou que não teria coragem de ficar comigo, minha primeira decepção amorosa, e doeu. Aos dezessete, já nas provas finais fui expulsa do carro que transportava os estudantes para a cidade maior e continuei caminhando mais de 2 km à pé para alcançar a BR local e pedir carona até concluir o ano letivo, e doeu.  Aos 21 eu tive vergonha de dançar a valsa com meu pai, na minha formatura, e doeu muito.


Até aí, em todas essas dores eu recebi o encorajamento de Mamãe e de Papai. Sabe aquela mãe que se joga pra cair por baixo, embora se arrebente, para a filha não sentir a dor do tombo. Sempre foi assim.


Mas, vou te confessar uma coisa bem mais profunda. Na minha cidade, todas as pessoas se tornaram minha Mãe e meu Pai. Todas as pessoas daquela cidade seriam capazes de como a minha Mãe e o meu Pai, se jogarem para cair por baixo, embora se arrebentassem, para eu não sentir a dor do tombo. Era isso que sentia.


Enquanto estudante morei em muitas casas de amigos dos meus pais, lá na cidade. Quase todos os anos, quando estava me preparando para passar férias em casa, a dona da casa dizia “minha filha quando voltar para as aulas procure outra casa pra ficar que estamos sem condições”, em todos esses momentos doeu. Ia meu pai procurar outro amigo pra me acolher, no retorno às aulas.


Só depois de bem robusta e fortalecida é que eu sofri tantas outras decepções com pessoas que eu pensava que nunca iriam me machucar, amizades que não foram verdadeiras, amores que me maltrataram e pessoas que simplesmente me desprezaram sem olhar para trás. Tudo isso doeu, e doeu muito. E eu sofri demais, eu chorei, porém, sempre cuidei da minha fisiologia levantando a cabeça, me cuidei, sem martírio, saí pra seguir a vida, focada em resolver os problemas e me preservar da maldade dos outros, falando pra mim mesma da necessidade de sentir as dores, com a certeza de que passariam.


Senti a dor da perda da minha filha Jackeline, depois veio o conforto de que ela seguiria cuidando de mim, lá do alto. Mas, doeu demasiadamente.


 


Seguidamente, as maiores dores que me vieram, foram as perdas da minha mãe e anos depois, a perda do meu pai. Nossa, como doeu! Como dói. As amenizo, com as boas lembranças, com o amor que permanece vivo no meu coração.


A bem da verdade, eu tive 3 filhas, 5 irmãos, e, apesar de estar hoje sozinha, acredito na instituição família, a minha é um caso em aparte, quando eu vivia escondida todos estavam junto de mim, eu era muito produtiva, mas,  as pessoas não conheciam a minha diferença. Quando eu ampliei a minha produtividade e passei a ser conhecida, eles sentiram vergonha de mim e eu não voltei a me esconder e não voltarei a me esconder por eles. Que danem-se todos, eu me amo e sou feliz assim, haja vista, não posso mudar a minha realidade.


Apesar da corrupção, eu acredito que o Brasil tem jeito, acredito no AMOR, pelo fato de saber que o mundo é composto de energias que vão e que voltam e que as dores sempre sessam.


Já que todas as dores sempre se tornam e tornarão passado, vamos ter cuidado em nossas escolhas. Vamos sorrir mais, abraçar mais, amar mais, agradecer em todo momento e mudar tudo que a gente tiver oportunidade de mudar, a mudança é uma oportunidade para uma dor mais curta, mais amena.


No leito da minha mãe próximo à sua morte eu descobri que não vale a pena sofrer com uma dor, por maior que ela seja, por mais de 5 minutos.


É óbvio que gente vai sentir, no primeiro instante, vai sofrer, vai chorar, vai querer desaparecer e pensar que é o fim do mundo, mas, lá na frente, a gente vai entender e aceitar, vai crescer e no final, vai aprender, se fortalecer e agradecer por tudo de lindo que ela, a dor, também nos trouxe.


Leia mais notícias no www.paraibamulhermacho.com, siga-nos no FacebookFanpageGrupoTwitter, e futuramente veja vídeos no nosso Canal de Youtube. Envie informações à Redação do site PB Mulher Macho pelo WhatsApp (83) 986812319.


 

FONTE: Rita Bizerra - Jornalista DRT-PB-3336
O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Rita Bizerra
Rita Bizerra

Rita Bizerra- Paraibana com orgulho...rsrs Amante da leitura e da escrita,Licenciada em Letras e Pós-graduada em Língua, Linguística e Literatura, Especialista em Gestão de Negócios, Jornalista e Assessora de Impresa especializada e Empreteca. Com os títulos publicados: Aventuras de Uma Vida e algumas poesias, Olho D'água a Princesinha do Vale, O Verdadeiro Rei do Cangaço (TCC), coautora de Coração de Poeta. Colunista do Periódico Folha Patoense muito tempo. Alma de Mulher...

Patos - PB
(83) 9 86812319 - 9 98100345
ritabizerra@hotmail.com

Publicidade

Facebook

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Enquete
Se as eleições presidenciais do Brasil fossem hoje, em quem você votaria?

Marina Silva
45 votos - 33.8%

Lula
42 votos - 31.6%

Aécio Neves
23 votos - 17.3%

Michel Temer
23 votos - 17.3%

© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium