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SAÚDE
Substância presente no tomate pode combater o câncer de pele
Carotenoide seria o responsável por reduzir até pela metade a ocorrência da doença em ratos
Rita Bizerra Patos - PB
Postada em 22/08/2017 ás 08h01 - atualizada em 22/08/2017 ás 08h06
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Substância presente no tomate pode combater o câncer de pele

Câncer de pele

 


 


 



Um dos frutos mais produzidos e consumidos no mundo tem potencial para combater o câncer de pele. Pesquisadores norte-americanos realizaram experimentos com roedores e observaram que animais alimentados com tomate apresentaram menos tumores cancerígenos de pele ao serem expostos à luz ultravioleta (UV). Os especialistas ainda não conseguiram desvendar o que provoca esse efeito, mas acreditam que o carotenoide, substância presente no alimento natural e responsável pela coloração vermelha dele, está por trás disso. Segundo a equipe, o achado poderá ser utilizado para potencializar o tratamento e a prevenção à doença.


 



O estudo, publicado recentemente na revista Scientific Reports, foi realizado com base em investigações conduzidas na Alemanha. Nesses experimentos, voluntários que comeram alimentos ricos em carotenoides, como pasta de tomate, durante 10 semanas e, depois, foram expostos a uma dose de raios UV sofreram menos irritação (vermelhidão) na pele do que os participantes que não seguiram a dieta proposta. “Isso demonstra que comer tomates pode alterar a inflamação da pele após uma queimadura solar. Essa foi uma interessante observação biológica. Achamos o tema interessante e resolvemos investigar por que esse alimento parece fornecer esse tipo de proteção, algo que ainda não foi bem compreendido”, explica ao Correio Jessica Cooperstone, uma das autoras do novo estudo e pesquisadora da Universidade do Estado de Ohio.


 


No experimento, os pesquisadores alimentaram ratos com uma dieta que continha 10% de pó de tomate durante 35 dias. Após essa etapa, os roedores foram expostos aos raios UV. “Usamos um modelo de carcinoma de queratinócitos, anteriormente denominado de câncer de pele não melanoma”, diz Cooperstone. Os tumores de pele não melanoma são os mais comuns mundialmente e também no Brasil.


 


Arte/Cb/DA PressOs camundongos machos alimentados com tomates vermelhos desidratados apresentaram reduções no crescimento tumoral em até 50%, quando comparados às cobaias que não seguiram a dieta. A equipe acredita que o efeito pode ter sido causado pelo carotenoide, mas não descarta a ação de outras substâncias. “Ao comparar o licopeno (carotenoide presente no tomate) administrado a partir de um alimento completo (tomate) e um suplemento sintetizado, os tomates parecem mais eficazes na prevenção de vermelhidão após a exposição aos raios UV, sugerindo que outros compostos presentes nesse fruto também podem estar em jogo e influenciar nessa proteção”, explica a cientista.


 


As fêmeas participantes do experimento não tiveram o mesmo benefício. Segundo Tatiana Oberyszyn, autora principal do estudo e professora de patologia e membro do Centro Compreensivo de Câncer do Estado de Ohio, a equipe não conseguiu identificar a razão dessa diferenciação. “Esse estudo nos mostrou que precisamos considerar o sexo ao explorar diferentes estratégias preventivas. O que funciona nos homens nem sempre funciona tão bem nas mulheres, e vice-versa”, ressalta, em comunicado.


 

FONTE: Da Redação
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